17 dezembro 2005

Nicolau, Nicolau…

Por trás daquele ar paternal e bonacheirão esconde-se uma fraude, digo-vos, uma fraude! Tão perigosa e ubíqua quanto os cretinos, os boys, os cunha-dos deste mundo, em especial os daqui. É o Pai Natal e aquele imbecil palhaço, Ronald McDonald ou lá o que é. (Bom, e o Michael Jackson.)
Talvez eu não seja propriamente um tipo familiar, um tipo que se deixa amolecer por esta ternura comercial, mas a verdade é que já não suporto esses montes de banhas pendurados nas cordas de todas as varandas.
Porque é que a malta que gosta tanto de gastar dinheiro nessas coisas não se dedica aos desportos radicais? Compravam umas cordinhas de alpinismo no Aki ou no Mestre Maco, arranjavam uns fatinhos à maneira – as banhas já lá estão, a julgar pelas estatísticas – e treinavam de PN durante uns tempos. Já agora, se queriam iluminar as ruas podiam esquecer as mangueiras de lâmpadas musicais e começarem por ser mais simpáticos com os vizinhos, mais atenciosos com as crianças nas outras 50 semanas do ano, preocuparem-se mais com os outros e com o Mundo, não mandar lixo para o chão, andar menos de automóvel e mais de pernas, etc.

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