16 maio 2006

Damasco

Este Damasco, do Dennis D., lembra-me os quilos de alperces que se comiam lá em casa, teria eu a idade da menina. Não consta que algum turco tenha plantado a árvore a que, no quintal, tantas vezes subi, cheio de inocência. As minhocas seriam outras. O que eu gostava daqueles alperces… (E não, eram até bem pequeninos. Concentradinhos.)

«A menina foi sincera: "Não gostei da frutinha."
"Chama-se damasco", explicou a mulher cheirosa. "Coisa cara. Ganhei de um turco. Olha só a caixa como é chique. Estas minhoquinhas são letras turcas."
"Já posso ir pra casa?"
"Calma, menina. Seu pai está pra chegar. Quero que você fique escondida ali, atrás daquele biombo, para ver o que ele faz comigo todas as terças e quintas. Chama-se foder. Depois, você pode ir pra casa e contar tudo à sua mãe. Meu nome é Yole. Diga à sua mãe que eu tenho vinte anos e que sou linda."»

(Dennis D., 23.03.2006)

1 Comments:

Blogger Nin said...

Mmmmh... Agora fiquei com vontade de conhecer o resto da história!!! Beijos e bom começo de semana

28/5/06 14:48  

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