17 julho 2009

The giant zucchini session

Eu só andava à espera de uma boa oportunidade para começar a minha experiência como vendedor do eBay. Já tinha comprado algumas coisas ao longo dos anos, quase sempre agradado com o resultado (uma vez foi um computador, por 5 dólares, que até tinha trabalhado para a NASA e tudo; cá trabalhou pouco, mas fez sucesso).
Mas nunca me tinha despertado a curiosidade como vendedor. Até que me chegou às mãos a courgette gigante, que rapidamente reproduzi com o meu telemóvel e lancei a leilão no eBay
Um zucchini gigante pode ser muito útil. E o leilão só dura 3 dias, para manter a frescura.

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12 março 2008

Fenómenos


O Entroncamento é um concelho pequeno, que não chega a ter 14Km quadrados. É uma cidade com uma população entre 15 e 18 mil pessoas. Como muitas outras cidades deste país, a gestão desta dá mais importância a factores pouco relevantes do ponto-de-vista social, sobretudo em época de crise acentuada, nomeadamente ao embelezamento de rotundas e pequenos canteiros ajardinados, com iluminação (?) e rega automática, do que a projectos estruturantes, a funções que possam dinamizar e promover um crescimento real, que tornem a cidade mais apetecível para empresários, investidores (não-imobiliários...) e para os cidadãos em geral. Coisas como segurança, mobilidade, sustentabilidade seriam bem-vindas num concelho cuja juventude relativa o deveria ter poupado aos habituais atentados à civilidade que são as nossas cidades – trânsito desregulado e perigoso, vias e edifícios (mesmo os novos) não adaptados a portadores de deficiência ou a cidadãos com mobilidade reduzida, desperdício de água e energia, etc.

É curioso atentar no quadro do orçamento para 2008 e reparar que, nas funções sociais, a rúbrica ESPAÇOS VERDES consegue, com mais de 2,4 milhões de euros (18,5%), amealhar o dobro da dotação da EDUCAÇÃO! Ou seja, se a matemática não me atraiçoa, serão cerca de 175 euros por metro quadrado para os espaços verdes da cidade.

Ao mesmo tempo, o edil queixa-se de como o governo foi ao bolso das finanças locais, prejudicando o desenvolvimento de novos projectos. Não há dúvida, estes exemplos de gestão só vêm dar razão aos Sócrates deste país, que nos fazem apertar o cinto em nome de um equilíbrio das finanças desgovernadas.

Com a multiplicação de tantas situações aberrantes ao nível da gestão pública, em particular na gestão local, não se está a justificar a investida do poder central? Não se está a "sufragar" as medidas impopulares e tremendamente injustas para a maioria dos cidadãos?

(O quadro reproduzido foi adaptado da Revista Municipal, vulgo boletim de propaganda política, n.º 54, do 4.º trimestre de 2007.)

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17 maio 2007

Eficácia do serviço público

Continuando nos pseudo-serviços-públicos, voltamos à ca(u)sa que deu origem a este blog, a fabulosa Conservatória do Registo Predial e Civil e Comercial do Entroncamento. Agora a propósito do primeiro bilhete de identidade do meu filho Gabriel.

Depois de esperar cerca de uma hora com uma criança de 10 meses para fazer o dito BI, com duas funcionárias em atendimento, e de pagar o respectivo cartão – que deveria ser gratuito enquanto o titular é menor, mas como temos de pagar a certidão de nascimento vai dar ao mesmo… – reparamos que, na volta, nos chega a identificação do petiz com mãe de nome gralhado e 1,70m de altura.

Ora, se o BI tem data de nascimento e fotografia, por sinal bem bonita, e se o acompanha a certidão de nascimento, quem é o imbecil que deixa passar estes erros, com o respectivo prejuízo em tempo e em custos, quer dos serviços quer, pior que tudo, dos utilizadores?

Querem apostar que agora volto lá e tenho de tirar a senha e esperar novamente com o miúdo para resolver o erro deles?

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