18 setembro 2009

Para quê a banda-larga?

Finalmente uma notícia no Público que contraria a estupidez que é dar voz (quase exclusiva) aos que defendem uma política repressiva dos downloads ilegais na internet. Então, mas é assim tão difícil perceber que quem lucra verdadeiramente com os downloads ilegais não é quem os faz? Para que serve afinal a banda-larga, para conteúdos legais? Quais?

O vocalista da banda britânica Muse enviou um e-mail a Lily Allen, depois de a cantora ter criticado acerrimamente o sistema de partilha de ficheiros na Internet. Para Bellamy, “a partilha de ficheiros é a regra. Os detentores dos direitos é que não estão a saber taxar correctamente os fornecedores de acesso à Internet (ISP) e isto é uma matéria de leis”.

Bellamy compara a Internet à rádio e à televisão, defendendo que a “banda larga tornou basicamente a Internet no novo meio de difusão de informação. Este é o ponto que está a ser esquecido”, afirma. Mais à frente, detalha como deve ser taxado o tipo de uso que se faz da Internet. “O uso deve ter um valor. Alguém que apenas consulte os e-mails usa uma parcela mínima da banda larga”. Por outro lado, “alguém que faz downloads de um gigabyte por dia usa bem mais, mas neste momento pagam o mesmo. É óbvio qual o utilizador que está a atingir as indústrias criativas e é óbvio o que não está. Por esta razão, o tipo de utilização também devia ser taxado adequadamente”.

[…] Embora a discussão já vá ganhando alguns calos, o certo é que no Reino Unido a problemática em torno da partilha de ficheiros online tem vindo a ganhar contornos mais sérios. Associações de defesa dos downloads gratuitos têm protestado contra a vontade do governo britânico de impedir (se é que isso será possível) o actual sistema de partilha de ficheiros. Estas associações, em particular a Featured Artists Coalition, composta por membros de bandas tão ilustres como os Pink Floyd, Radiohead ou Blur, são contrariadas por outros músicos, como é o caso de Lily Allen e Patrick Wolf.

No seu blogue do MySpace, a cantora critica os músicos, por considerar que, para eles, não há qualquer problema com a pirataria musical, “porque enchem estádios e têm grandes colecções de Ferraris”. Segundo a BBC, a cantora considera a partilha ilegal de ficheiros “um desastre”, que está a ter “efeitos desastrosos” na música britânica.

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16 maio 2009

Preguiça de mudar

Nada mais que a preguiça de mudar. É muito fácil apontar o dedo aos downloads ilegais na internet, mas nada se ouve ou lê sobre modelos de negócio gastos, géneros musicais que não formam novos públicos, novos consumidores, hábitos de audição completamente diferentes dos que existiam antes, até em 2000.
É impossível comparar números de realidades tão distintas. E, sobretudo, é absurdo que não se pergunte às editoras por que é que o preço dos CDs de música não baixou com o passar dos anos, se os sistemas de produção e a matéria prima decaíram significativamente.
Não passam de um bando a tentar guardar a galinha dos ovos de ouro. E enganam-se se pensam que a vão guardar à custa de leis repressivas e reaccionárias, limitadoras da liberdade individual. Vão ter de cortar nas gordurinhas dos vossos negócios e pensar em ganhar dinheiro de forma mais “justa”.
Custa ter de pensar nisso, não custa?
Uma outra ideia: em vez de pedirem aos governos que endureçam as leis, por que é que não exigem que os cidadãos sejam mais bem pagos, para poderem consumir mais os vossos produtos?

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07 janeiro 2009

Ah, é verdade...

09 junho 2008

Read at work

Brilhante. Só é pena o Windows e o Powerpoint, mas há-que saber disfarçar-se.

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18 março 2008

BijaXOuS

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